segunda-feira, janeiro 15, 2007
Uma noite na noite
Estão apresentados os ingredientes. Juntos vão cozinhar uma saída igual a muitas saídas. Um episódio da vida deles e por mais que tente evitar não consigo deixar de pensar que este dia, um dia já foi meu na década de 90.
Ficam três horas na discoteca. São conhecidos da casa e assim entram com cartão sem consumo obrigatório. O mais novo não bebe uma gota. Os outros bebem por ele, por mim e por ti. Ainda bebem como se não houvesse amanhã. Perto do bar, para não se perderem da rota que os levou ali, riem muito, saltam, vivem. E um sobrevive. Num dos encontrões em grupo caem dois cartões ao chão. É importante salientar o facto de os cartões de consumo serem tipo multibanco, em plástico e com banda magnética. À saída, o mais novo é último. Espera porque sabe que não bebeu, que não vai ter de pagar, que é só apresentar o cartão e receber o talão válido para passar a porta.
A conta é tudo menos em branco, é o dobro da mesada. São 120 euros. Ele fica e vai ter de explicar porque não tem dinheiro. Ainda diz "ai o filho da puta!", mas não diz mais nada enquanto começa a pensar numa forma de explicar ao pai, ao telefone, o porquê do telefonema aquela hora da noite, e pior: o porquê da conta. Os outros foram embora a pensar que ele ia ficar. Todos menos o do cabelo despenteado. Deixam-no à porta de casa, onde mais uma vez ele não vai dormir. Desce a pé até largo da igreja, deita-se no mesmo banco das outras manhãs todas, adormece outra vez a imaginar a melhor forma de roubar o sino e parece-lhe ver a cruz do amigo mais novo com os pais à porta da discoteca. Adormece com um sorriso.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
sábado, janeiro 06, 2007
My Old Blogging
sábado, dezembro 23, 2006
sexta-feira, dezembro 22, 2006
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quinta-feira, dezembro 21, 2006
VINTE E OITO
quarta-feira, dezembro 20, 2006
SÓ NÃO É INACREDITÁVEL PORQUE ACONTECE NO FUTEBOL PORTUGUÊS
terça-feira, dezembro 19, 2006
Até ao fim
Fracções de segundo
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Malditos computadores
terça-feira, dezembro 12, 2006
Quaresma update
13 semanas
O FC do Porto é mais em tudo, sem surpresa. Abençoado pela auto-demissão de Co Adriaanse, viu terminar o nariz torcido dos adeptos e a ligação difícil entre o balneário e os escritórios da SAD. Ganhou desportiva, mas acima de tudo, financeiramente. 9 milhões de euros em caixa pelo apuramento para as eliminatórias da Liga dos Campeões. Mais um milhão. O bónus (prémio) distribuído em função dos óptimos resultados da prova na gestão da época anterior. Jesualdo Ferreira pegou de estaca e nem mesmo o solavanco interno na jornada 3 (derrota em Braga) e a tremideira das duas rondas iniciais da Champions chegaram para desanimar as animadíssimas tropas (o plantel estava contente coma "fuga" do holandês). Como disse, o FC porto é mais em tudo: mais pontos, mais vitórias, mais golos marcados, melhor defesa. E tudo isto sem Anderson nem Pedro Emanuel.
Viro a página para o Sporting. Segundo lugar na Liga. Normal. Justificava mais um ou três pontos, perdidos na arbitragem no jogo de Alvalade com o Paços de Ferreira. Irregular na Europa. Fora da Europa. Verdade e consequência de um plantel sem reforços. "Apenas" engordado com os talentos da Academia. Todas as contratações são, até ao momento, um tiro ao lado. O Sporting ainda dá luta ao FC Porto na Primeira Liga. Ainda. Porque o atraso de 5 pontos significa a proibição de voltar a derrapar antes do FC Porto. A acontecer, o dragão foge para uma distância que anda muito perto do inalcançável.
Benfica. Jogo sim jogo não, ou quase jogo sim jogo não sofre 3 golos. Assim fica tudo dito. Plantel pobre, treinador entristecido, futebol pálido. E Rui Costa... como foi possível criar um problema com tamanha dimensão e prejuízo desportivo! A vitória em Alvalade apenas terá adiado o inevitável. O invitável é a aceitação de mais uma época perdida. Acrescente-se a instabilidade directiva. Veiga já foi, Vieira é arguido no processo Mantorras. Esteve na transferência primeiro como vendedor e depois como comprador.
Em trânsito de influências
segunda-feira, dezembro 11, 2006
sexta-feira, novembro 17, 2006
segunda-feira, novembro 13, 2006
O canto da sereia
domingo, novembro 12, 2006
sexta-feira, novembro 10, 2006
quinta-feira, novembro 09, 2006
Ouvido na Rádio - 2
Histórias de balneário - 1

quarta-feira, novembro 08, 2006
Um "número" de azar
terça-feira, novembro 07, 2006
O estádio da memória - 3
O Boavista faz história na Europa e vem aqui discutir a primeira mão dos quartos de final da Taça Uefa. Há-de perder o jogo por um a zero, um resultado aflito nos encontros fora de portas, mas o momento mais marcante da visita acontece na véspera. Durante a conferência de imprensa de Jaime Pacheco e minutos antes, quando Litos entra apressado no autocarro do Málaga, logo após o treino dos espanhóis.
Vou por ordem cronológica dos acontecimentos e começo a contar a história a meio da conversa com o ex-capitão do Boavista. O discurso é de frases feitas e lugares comuns, sem no entanto evitar um nó na ganganta quando diz pela primeira vez em público que deseja vencer o antigo clube. Os jornalistas espanhóis aproveitam logo a boleia deste momento extra por cortesia para a imprensa portuguesa. Litos começa com peró para aqui, peró ali e nós vamos para dentro. O Pacheco está a chegar.
segunda-feira, novembro 06, 2006
quinta-feira, outubro 26, 2006
O estádio da memória - 2

San Siro, Milano
domingo, outubro 22, 2006
2 Erros,
quinta-feira, outubro 19, 2006
Coisas que não se aprendem em 32 anos
No inverno as camisolas eram todas feitas em casa. Todas. As minhas e as do meu irmão. Na altura eramos só dois filhos. Sorte a da minha mãe. Agulha com agulha, novelo após novelo, conversa atrás de conversa. Dela. Com a Lina, a Ana Maria e a Lúzia. A manga esquerda podia ser tricotada durante parte do terço ou das histórias da catequese. Aliás, a camisola inteira podia ser tricotada assim. O tema não variava muito.
quarta-feira, outubro 18, 2006
quarta-feira, outubro 11, 2006
Da Rússia com (muito) amor

Para terminar em beleza, os russos carimbaram o nosso passaporte com um auto-golo. Mais fácil era impossível.
domingo, outubro 08, 2006
Adeus antes do adeus

Revista de Blogues*
sexta-feira, outubro 06, 2006
Contra o feiticeiro
quarta-feira, outubro 04, 2006
Mentir à descarada
terça-feira, outubro 03, 2006
Duas vezes

Já lá vamos ao que quer dizer o título. Não quer dizer apenas uma coisa. Não quer dizer apenas duas. Quer dizer essencialmente isto: Jesualdo não perdoa e castiga quando o erro penaliza a equipa. E castiga em tempo real. São dois momentos que podem ter passado em claro ao comum dos adeptos, mas que não escaparam ao treinador do FC Porto. No primeiro golo do Braga, Paulo Assunção perde a bola para Hugo Leal. Hugo inicia a jogada que há-de passar por Wender, em direcção a Marcel, só parando no fundo da baliza de Helton. Pouco tempo depois, Paulo Assunção é substituído. No segundo golo do Braga, Ricardo Quaresma perde a bola para Luís Filipe. Luís Filipe avança perante o recuo de toda a defesa portista. Jesualdo não pode substituir Raúl Meireles, Ezequias, Bruno ALves e Helton de uma assentada. Tira Quaresma, o primeiro causador do golo da derrota, ao fim de uns minutos. O título deste post, Duas vezes, relembra também o número de derrotas consecutivas de um Porto que tinha embalado 12 pontos e 4 vitórias consecutivas em jogos com grau de dificuldade zero.
Olha quem fala

O treinador na União de Leira perde bem em Alvalade, como ele próprio reconhece, mas queixa-se do trabalho da equipa de arbitragem. Fala de uma forma "habilidosa" de apitar. E diz isto de um encontro sem casos ou decisões erradas com peso no resultado.
segunda-feira, outubro 02, 2006
Todos os golos são de cabeça 2

Lições básicas de futebol - 2
quinta-feira, setembro 28, 2006
O estádio da memória - 1

Celtic Park, Glasgow
Estamos numa meia-final inédita, histórica, da taça UEFA. O Boavista joga com o Celtic em Glasgow e cerca de duas horas mais tarde, o FC do Porto recebe a Lázio nas Antas.
Celtic Park nem é o nome própro do estádio, é uma alcunha que vem do tempo do campo antigo.